Contra o Vandalismo

013

As administrações públicas municipais, por estarem mais próximas da população, nas cidades, têm melhores condições de diagnosticar problemas e apontar soluções, dentro dos recursos possíveis. Aqui e ali, podem ser apontados bons exemplos da ação eficaz e eficiente de governos, colocando à disposição dos cidadãos os chamados serviços públicos.

Nas médias e grandes cidades, com um maior fluxo de transporte, é comum encontrarmos os abrigos de passageiros. Uns, mais antiquados, têm como matéria prima o concreto e a madeira. Outros, utilizando-se da mais avançada tecnologia, baseiam-se em materiais mais leves, aliando praticidade, conforto, segurança e beleza. Consomem, ao certo, alguns milhares de reais, mas servem a uma boa causa.

Apesar disto, há sempre os “desmancha-prazeres”. Digo isto porque acabo de visualizar um destes abrigos, dos mais modernos, todo transparente, em vidro, totalmente destruído, com os estilhaços p’ra todo lado. Ou seja, algo concebido para a proteção dos usuários do sistema de transporte coletivo, acha-se inutilizado, perdendo a serventia. Tudo por ação de vândalos, que aproveitam as madrugadas para descontar sua ira e demonstrar sua falta de educação, atentando contra o patrimônio público. Grande parte destes, embriagados ou sob o efeito de alucinógenos, ou por puro prazer animalesco, comprazem-se em destruir. Uma lástima!

Aproveitam-se dos instantes em que o movimento (de pedestres ou veículos) é raro ou ausente e, quase sempre, da inexistência de força policial nos arredores, para cometer estes ilícitos bárbaros.

Olvidam que, amanhã, seus parentes e amigos – ou eles mesmos – possam querer dispor do abrigo, ora destruído. Confiam na impunidade, transitando à margem da lei e da justiça.

O crime por eles cometido, além das sanções cabíveis à espécie, em termos pessoais, ainda importaria no ressarcimento dos custos ao erário. E, com certeza, a compensação na forma de “prestação de serviços comunitários”, para ensinar-lhes, através do exemplo, a melhor tratar seus semelhantes, evitando pedagogicamente que ilícitos semelhantes sejam cometidos.

Mas, como responsabilizar seus agentes, se não foi possível, naquele momento, à força policial presenciar o ato? Somente através de testemunhas, que poderiam acionar os poderes competentes, desde que protegidos pela garantia do anonimato. Mas, sinceramente, quem está disposto a correr certos riscos? O cotidiano prova, justamente, o contrário…

Então, lastimavelmente, continuamos a sofrer os revezes da ação irresponsável dos vândalos. Até quando?